Credito foto Alisson Demetrio
Com vendas
aquecidas antes do evento, o acessório está entre os produtos que movimentam o
mercado de moda country; em 2025, a Feira Comercial no Parque do Peão reuniu
150 expositores e a loja oficial vendeu 64 mil itens entre roupas e souvenirs
temáticos.
A contagem regressiva para a 71ª Festa do Peão de
Barretos aquece o comércio ligado ao universo country. Entre roupas, botas,
cintos e fivelas, o chapéu ocupa lugar de destaque na preparação de quem vai ao
evento. Símbolo da cultura sertaneja, o acessório faz parte da identidade e
está entre os principais elementos de quem monta o visual para viver a
experiência do Barretão.
Além das lojas especializadas, o público encontra
diversas opções de compra na Feira Comercial da Festa. No ano passado, o espaço
reuniu 150 expositores de segmentos como moda country, calçados, artigos em
couro e acessórios. Ao longo dos 11 dias de programação em 2025, a loja oficial
de souvenirs comercializou cerca de 64 mil itens, o que evidencia a força do
comércio que acompanha o evento.
A procura pelo chapéu começa antes mesmo da
abertura dos portões. Nas lojas especializadas, a busca pela peça aumenta nas
semanas que antecedem a Festa.
“A gente já sente a movimentação bem antes. É só
o evento começar a se aproximar que o pessoal aparece procurando chapéu. Uns
querem comprar um modelo novo, outros trazem o que já têm para reformar e
deixar pronto para usar”, afirma Cícero Junior Silva, encarregado de produção
da fábrica especializada Chapéus Barretos.
Segundo ele, não existe um padrão único de
consumo. As escolhas acompanham o perfil de cada cliente, mas algumas
tendências aparecem com frequência.
“No público feminino, as cores que mais saem são
rosa, vermelho, bordô, marsala, além de cinza e bege. Já em relação aos
modelos, muita gente procura chapéus com abas maiores, de 12 ou 13 centímetros.
Mas também tem quem prefira abas de 10,5 ou 8,5 centímetros, que ficaram
conhecidas pelo estilo usado pelo Gusttavo Lima. O chapéu é unissex. O que muda
é a customização que muitas mulheres fazem para deixar a peça com a identidade
delas”, completa.
O chapéu
como ponto de partida do look
O estilista Marcelo Ortale, que há 45 anos veste
a Rainha e a Princesa da Festa do Peão de Barretos, defende que o chapéu é um
dos elementos que mais valorizam a produção country. “Na verdade, este
acessório é como se fosse a coroa do look, tanto no masculino quanto no feminino.
Existem modelos para todos os estilos, desde os mais nobres, feitos em pelo de
lebre, como os 20X e 30X, até os panamás, os de couro e os de tecido. É uma
diversidade muito grande”, detalha.
Ortale explica que a peça marca presença na
Festa, traz harmonia ao look e ajuda a valorizar o rosto. Além disso, ele
orienta sobre as tendências. “Hoje, a nova geração tem buscado os modelos com
brilho, com pedrarias e strass, que fazem muito sucesso. A ideia é escolher um
look mais liso e apostar em um chapéu com brilho para dar destaque à produção.
É uma tendência que deve crescer em 2026. Mas os modelos neutros também são
maravilhosos. Para mim, o chapéu e a bota são o ponto máximo do look de
rodeio”, avisa o estilista.
Para a influenciadora digital Mariana Oliveira,
que coleciona chapéus e frequenta festas de rodeio, o acessório simboliza mais
do que uma tendência de moda.
“Ele representa pertencimento ao universo
country, que faz parte da minha história e da minha personalidade. Hoje, quando
penso em um look para Barretos, o chapéu é sempre o ponto de partida. A peça
transforma qualquer produção, traz autenticidade e faz com que eu me sinta
ainda mais conectada com a essência da Festa. Além de proteger do sol durante o
dia, ele deixa a produção muito mais marcante. Minha dica é escolher primeiro o
chapéu e montar o restante do look a partir dele”, ensina a influenciadora.

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