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SHOWS E FESTAS PELO INTERIOR AMPLIAM IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL DO SETOR DE EVENTOS NO BRASIL





Com consumo recorde de R$ 25,3 bilhões e forte geração de empregos, o segmento avança por várias regiões do país, com shows, festivais e festas tradicionais aquecendo cadeias locais de turismo, comércio e serviços.

A realização de shows, festivais e festas tradicionais em cidades do interior tem ampliado de forma significativa o alcance econômico e social do setor de eventos de cultura e entretenimento no país. Antes concentradas nas capitais, grandes produções e atrações nacionais e internacionais vêm movimentando novas regiões, fortalecendo economias locais, estimulando o turismo e gerando emprego e renda em diferentes cadeias produtivas.

Um exemplo recente foi o show da banda Guns N’ Roses em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, que mobilizou milhares de pessoas, impulsionou a rede hoteleira e aqueceu setores como alimentação, transporte e comércio. Casos semelhantes têm se repetido em diversas regiões, com festivais, festas tradicionais e circuitos de shows.

Esse movimento acompanha o desempenho recorde do setor em 2026. De acordo com o mais recente Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE), o consumo em atividades de recreação somou R$ 25,33 bilhões no primeiro bimestre do ano, o maior valor da série histórica iniciada em 2019. O resultado evidencia a força da demanda por experiências culturais e de entretenimento, cada vez mais distribuídas geograficamente. 

A estimativa considera o peso mensal do item Recreação no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, associado à massa de rendimento real dos trabalhadores com 14 anos ou mais, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) mensal. “O setor de eventos tem um impacto muito grande na economia, porque movimenta uma cadeia extensa de serviços e gera emprego de forma rápida”, afirma Doreni Caramori Júnior, empresário presidente da ABRAPE.

Desenvolvimento regional

Além do avanço no consumo, o mercado de trabalho também reflete essa expansão territorial. O estoque de empregos formais  (total de vagas disponíveis em um mercado de trabalho) no core business do setor de eventos atingiu 205.538 vínculos em fevereiro, um crescimento de 84,5% em relação a 2019, período pré-pandemia da covid-19 usado como referência para avaliação do desempenho do segmento.

A interiorização dos eventos contribui diretamente para esse resultado ao descentralizar oportunidades e estimular a profissionalização em regiões fora dos grandes centros. Segmentos como organização de eventos lideram a expansão, com alta de 149,1% no número de empregos formais, seguidos por atividades artísticas e espetáculos, patrimônio cultural e produção de eventos esportivos.

Ao mesmo tempo, o impacto se estende ao chamado hub setorial, que engloba turismo, hospedagem, alimentação, transporte, publicidade e infraestrutura,, cujo estoque de empregos chegou a 4,27 milhões em fevereiro, crescimento de 23,8% em relação ao período pré-pandemia.

Expansão territorial

Na comparação com outros setores da economia, o segmento de eventos mantém o maior crescimento proporcional no estoque de empregos desde a pandemia. Enquanto o core business avançou 84,5%, áreas como construção (44,5%), serviços (25,0%), comércio (20,2%) e indústria (17,7%) registraram crescimento inferior no mesmo período.

Para Doreni, os dados indicam que o setor atingiu um novo patamar estrutural, impulsionado tanto pela retomada da demanda quanto pela expansão territorial das atividades: “Os números mostram que o setor não apenas se recuperou, mas se fortaleceu e se espalhou pelo país. A continuidade desse crescimento depende de um ambiente de negócios estável, com políticas públicas que garantam previsibilidade e segurança jurídica para investimentos.”

O Radar Econômico da ABRAPE é elaborado com base em dados do IBGE, do Ministério do Trabalho e Emprego e da Receita Federal, e monitora indicadores de consumo, emprego e atividade econômica no setor de eventos de cultura e entretenimento. O estudo completo está disponível neste link

 

Sobre a ABRAPE
Criada em 1992 com o propósito de promover o desenvolvimento e a valorização das empresas produtoras e promotoras de eventos culturais e de entretenimento no Brasil, a Associação Brasileira dos Promotores de Eventos - ABRAPE, tem, atualmente, mais de 850 associados, sediados em todos os Estados da Federação, que representam o PIB dos eventos do Brasil. Foi a entidade que liderou o setor na pandemia, protagonizando a criação e a manutenção do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos PERSE: o maior programa de transação fiscal da história do Brasil e o principal Programa de desoneração fiscal após do Simples Nacional. Com importante representatividade, é referência em associativismo de classe.


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